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sexta-feira, 23 de abril de 2010

queria ver o joão garcia a alpinar ali




NASA/Associated Press
Foto: NASA/Associated Press


Segundo os peritos da NASA aquela espécie de explosão que se pode ver na fotografia que, mais uma vez, expus de forma tão magnífica e soberba, é uma erupção solar que atingiu nada mais nada menos que 804,5 mil km de altura. Sendo uma das maiores erupções (fenómeno muito regular na superfície solar, segundo os mesmos peritos) jamais captadas foi registada por câmaras ultravioletas do observatório Stereo, responsável pela monitorização do Sol. Os que já estão satisfeitos com a informação até aqui partilhada podem voltar a olhar para a fotografia ou voltarem a fazer aquilo que estavam a fazer antes de aqui passarem. Os que continuarem a ler este post até ao fim ficam a saber que as erupções solares são causadas pela instabilidade da nuvem de plasma frio que recobre a estrela presa por forças magnéticas. Não me peçam é para explicar isto porque isso já é demais.



terça-feira, 30 de março de 2010

não tarda nada robert harrison vai ao espaço de bicicleta. estou-vos a avisar.




© Robert Harrison

© Robert Harrison


Deveras notável, e hoje até estou parco em elogios, a história do fotógrafo amador (mais uma vez fica estabelecido por via empírica que há amadores que exercem suas actividades com resultados impressionantes enquanto que outros, apesar de pagos para o efeito, nem por isso) Robert Harrison que, com pouco mais que uma máquina digital barata, uma caixa de esferovite e um balão de hélio, conseguiu captar um registo impresionante de imagens da Terra. Com a câmara devidamente isolada dentro da caixa acoplou esta ao balão e depois foi só largar o mesmo e deixá-lo dar largas à imprevisibilidade. Foi tão imprevisivel que alcançou a estratosfera, a de cerca de 35 Km de altitude. Junte-se a isto um computador previamente conectado à câmara, acionando-a para tirar fotografias de 5 em 5 minutos, e um sistema de GPS que permitiu a Harrison aquilatar da localização da câmara quando esta retornou ao solo, a cerca de 80 km da zona de largada, amparada por um pára-quedas que se abriu após o hélio do balão se ter esvaído devido à baixa pressão atmosférica, e temos um cientista amador que já foi contactado pela NASA, possivelmente para os ajudar a perceber como consegui fazer com pouco mais de 500 euros aquilo que eles, entendidos devidamente encartados, fazem com milhões de dólares.

Artigo original, assim como mais pormenores, escritos como deve ser, aqui.







quinta-feira, 18 de março de 2010

crónica de uma morte anunciada





(Fotografia retirada, sem autorização, mas isto porque não estava lá ninguém, apesar de serem horas de expediente, do site Astronomy Picture of the Day)


Quem neste momento estiver a indagar porque raio terei eu posto aqui uma fotografia de um calhau poderá sempre continuar a ler que, apesar de ainda ser cedo, creio conseguir explanar sucintamente e, presunçosamente, reconheço, de uma forma nada prolixa a natureza de tal objecto.

Não sei quem lhe pôs o nome (continua a ser cedo e não me apetece ir procurar) mas Phobos é um satélite, por sinal o que orbita mais próximo do planeta-mãe, neste caso Marte, porque se fosse, por exemplo, Júpiter seria planeta-pai. Isto em todo o sistema solar, claro está, pois então. A menos de seis mil quilómetros, coisa pouca portanto, segundo os entendidos, acima da superfície marciana, encontra-se abaixo da órbita síncrona (já me estais a dar muito trabalho mas pronto, síncrona significa simultânea) do planeta que lhe dá a mesada.

Por este motivo, se calhar há outros mas os entendidos ainda não tiveram tempo de descobrir, a sua órbita vai descendo a um ritmo de 1,8 m por século. Assim, para além de não correr riscos de levar com uma multa por excesso de velocidade, é trigo limpo farinha amparo que dentro de 50 milhões de anos pode ocorrer uma de duas coisas: ou Phobos se despenha sobre Marte ou, o que é mais provável, antes que isso aconteça as forças gravitacionais destruirão o satélite criando um anel à volta de Marte.

Os senhores do Wikipedia pediram-me para avisar que já só falta dizer que segundo os entendidos, e neste caso tanto pode ser os tipos da NASA como o Jorge Jesus (pelos vistos este tipo agora percebe de tudo), Phobos, cujo diâmetro só mede 25 km, era provavelmente um asteróide que foi capturado pela força de gravidade de Marte.



sexta-feira, 12 de março de 2010

yukon aurora com rastos estelares




Yukon Aurora
Foto: Yuichi Takasaka


Segundo a explicação fornecida no site APOD (Astronomy Picture of the Day), os 'rastos' das estrelas patentes na fotografia foram registados graças a uma câmara fixa num tripé e aproveitando o movimento de rotação da terra.

Em altas latitudes há a possibilidade, durante os meses de Março e Abril, de conjugar a beleza trabalhada pelo homem, usando a sua câmara fotográfica e os recursos da tecnologia digital, com a beleza arrebatadora da natureza quando nos prenda com um aurora boreal.



quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

"daqui consigo ver a minha casa"





Foto: NASA/Eyevine/ZUMA Press


O astronauta Nicholas Patrick dá os últimos retoques na cúpula de observação, recentemente instalada, da Estação Espacial Internacional. Nicholas Patrick foi um dos especialistas a bordo do Vaivém Endeavor que contribuiu para acoplar o Módulo Tranquility e a Cúpula à Estação Espacial Internacional (Missão STS-130).


P.S. - Cliquem na imagem para verem a fotografia com maior resolução



sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

"destroce, destroce, vire tudo..."







O Vaivém Endeavour é fotografado por elementos da Expedição 22 (vigésima segunda expedição de longa duração à Estação Espacial Internacional que teve início em 1 de Dezembro de 2009) aquando da aproximação deste à Estação Espacial Internacional (ISS).

A missão do Endeavour teve como objectivo maior a instalação do Módulo Tranquility (um tubo de 18 toneladas, que mede sete metros de comprimento e com 4,5 metros de diâmetro).

O Tranquilly contém os sistemas de suporte de vida mais avançados até hoje colocados no espaço: reciclagem de água residual para utilização por parte da tripulação, geração de oxigénio, monitorização e controlo dos constituintes da atmosfera da ISS, entre outros...



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

uma foto para a história (do twitter)




Esta é a primeira foto tirada do espaço a ser colocada no twitter. Na foto, tirada pelo astronauta japonês Soichi Noguchi, podemos ver o Deserto Sahara.

A foto foi tirada, ontem, do posto de observação do Módulo Tranquility da Estação Espacial Internacional.



Autor: Soichi Noguchi/NASA via Twitter/Associated Press



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