não há melhor poesia que um corpo satisfeito, seguro de si. não há melhor poesia que um coração aconchegado. não há melhor poesia que o olhar da pessoa certa, a sua segurança nos nossos braços. não há melhor poesia que a ausência de palavras, o saber tudo o que é dito, sem necessidade de articulação. (daqui)
É bom ter Pedro Lomba de regresso à blogosfera. No seu Sete Sombras deixou-nos mais um exemplo do que é sentir uma amizade e de como passar esse sentir a palavras com sentido para todos.
A amizade trágica
Admitamos então que a amizade é a amizade possível. A dúvida é saber: possível em relação a quê? Em relação a uma amizade mais ética e mais perfeita? No nosso caso, será possível num sentido diferente. Decidimos que a nossa amizade será a possível, apenas porque sabemos que facilmente se perderia noutra coisa. Para nos protegermos, convertemos a amizade numa experiência de fronteiras e possibilidades bem definidas. Como amigos não podemos ser mais daquilo que somos, visto que ambos adivinhamos que poderíamos perfeitamente ser mais daquilo que somos. Não sei se me entendem. Devemos estragar uma amizade possível com um amor possível? Eis a questão. E no entanto, é verdade que só conseguiremos viver uma amizade possível como ela merece se a alimentarmos em permanência com a ideia de um amor possível. E esse equilíbrio é o mais difícil de obter. A amizade possível é por isso a amizade trágica.
Fiquei atónito quando ouvi isto. Para além de atónito fiquei pleonasticamente estupefacto. Sinto-me assim como que deveras corroído emocionalmente, com consequentes sequelas óbvias ao nível da minha saúde, isto entendendo-se saúde como bem estar ao nível físico, psicológico e social, por só hoje e não mais cedo, também podia ter sido mais tarde, ou mesmo nunca, claro está, mas nem quero pensar nisso, deus me livre, me ter deparado com tal espécime exemplificativo da perfeição, neste caso no que diz respeito particularmente à música. Não receeis deixar-vos arrebatar pelo poder magnético das sonoridades vanguardistas. Não tenhais medo de deixar a música descobrir o seu caminho até à parte do vosso cérebro responsável por todas as vossas sensações. E depois... o êxtase!
Everything is more complicated than you think. You only see a tenth of what is true. There are a million little strings attached to every choice you make. You can destroy your life every time you choose. But maybe you won't know for 20 years and you may never, ever trace it to its source. And you only get one chance to play it out. Just try and figure out your own divorce. And they say there is no fate, but there is, it's what you create. And even though the world goes on for eons and eons you are only here for a fraction of a fraction of a second. Most of your time is spent being dead or not yet born. But while alive, you wait in vain wasting years for a phone call or a letter or a look from someone or something to make it all right. And it never comes, or it seems to, but it doesn't really. So you spend your time in vague regret or vaguer hope that something good will come along. Something to make you feel connected. Something to make you feel whole. Something to make you feel loved. And the truth is, I feel so angry. And the truth is, I feel so fucking sad. And the truth is, I've felt so fucking hurt for so fucking long. And for just as long, I've been pretending I'm okay just to get along, just for... I don't know why. Maybe because no one wants to hear about my misery because they have their own. Well, fuck everybody. Amen.