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quarta-feira, 26 de maio de 2010

quarta-feira, 5 de maio de 2010

mais um que vai ter que ir para o conselho de justiça




A Comissão Disciplinar da Liga baseou-se no artigo 125.º do regulamento disciplinar para castigar Fucile com dois jogos de suspensão. O referido artigo, o tal, o 125.º, enuncia comportamento indigno e ameaçador. Luisão, relativamente ao mesmo jogo, aquele em que ficou adiada a festa do título (desculpem lá mais uma vez), levou castigo não em número de jogos mas em número de notas (carcanhol, guita ou outras que tais). 1250 euros é o valor do castigo. Presumo, depois de contas feitas, que a lógica que justifica o facto de Fucile ser castigado em dois jogos, mesmo depois de se ter vindo a provar que não merecia tanta generosidade do árbitro quando este o prendou com dois amarelos, e o castigo do Luisão não se traduzir em alguma eventual suspensão, mas sim numa multa pecuniária, terá a ver com o facto de o Fucile ter sido indigno e ter sido responsável por um comportamento ameaçador, presumo que para com o árbitro, enquanto que o Luisão não fez qualquer tipo de ameaça. Deu mesmo. É para aprenderes a não fazer túneis ao Aimar ó Belluschi... Mas não mais se preocupem, não tarda nada o Sr. Dr. Ricardo Costa cria um artigo qualquer a proibir estas coisas dos túneis (não resisti), também elas indignas e ameaçadoras, neste caso relativamente ao Benfica, e isto já não volta a acontecer.






segunda-feira, 3 de maio de 2010

desculpa lá ó aimar








até que ponto estais preocupados?




Rio Ave FC




O jogo de ontem serviu, entre várias coisas, para provar a razão daqueles iluminados, inúmeros, conforme se comprova, que com fundamento e nenhum sarcasmo afirmaram que sem o castigo de 17 jogos do Hulk o Porto estaria a 30 pontos do Benfica. Pronto, depois de ontem se calhar a 27. E se 27 não está do vosso agrado digam lá um número qualquer que nós, humildes respeitadores da vossa sabedoria, aceitamos sem questionar. O jogo serviu também para mostrar que aquilo que o Inter fez com o Barcelona afinal não é assim grande coisa, visto que o Inter jogou com menos um a partir dos 20 e tal minutos enquanto o Porto jogou com menos 3 desde o início do jogo e mais tarde conseguiu a proeza incrível de marcar dois golos com menos 4, conforme se sabe, e ainda conseguiu ganhar.

Chegados portanto à última jornada, que se irá proceder já no próximo fim-de-semana, ou seja, no mesmo fim-de-semana que se sucede a uma semana em que muitos pensariam que iria ser de rejubilo por acharem que o Porto faria do Dragão local de festa (vá-se lá saber porque acharam os benfiquistas que iriam ganhar num estádio onde nos últimos 20 anos só ganharam uma ou duas vezes...), eis que estamos perante uma possível conjugação de factores que, para além de provocar azia aos lampiões, lhes provoca um medo terrível. Esse medo terrível não tem origem somente no facto de o Rio Ave poder vir, remotamente, bem sabemos, a ganhar na Luz (eu se fosse adepto do clube do milhafre estaria preocupado depois da forma medrosa como os jogadores do Benfica acusaram ontem a pressão), mas também, e porventura principalmente por isso, pelo que teriam que aturar durante muito, muito tempo, por depois de tanta festa virem a perder o campeonato para o Braga. Antes que alguém se lembre de usar argumentos óbvios a rebater isto que acabei de dizer desde já vos digo que óbvia e estatisticamente sei que são raras as probabilidades de o Rio Ave vir a ganhar a na Luz. Evidentemente o Benfica tem tudo para ser campeão. Evidentemente, também, quanto menos expectativas se tem relativamente a algo se esse algo vier a concretizar-se maior será a alegria. Portanto de certa forma até espero que o clube do milhafre seja campeão. Isto porque não sei se aguentaria lidar com tanta felicidade ou se saberia gerir da melhor forma uma mão cheia de possibilidades de gozar durante muito, mas mesmo muito tempo, com aqueles que dizem que iriam ser campeões desde o primeiro jogo do campeonato (ou seja, desde o primeiro jogo em que foram favorecidos pelos árbitros).

Um pequeno àparte para o lance da agressão do Bruno Alves ao Belluschi junto à linha de fundo. Desculpem, eu escrevi Bruno Alves? Deve ser de ouvir tanta vez tanta gente dizer que ele é muito violento. Isto ao mesmo tempo que defendem que os jogadore do Benfica têm todos lugar no céu. Eu referia-me, obviamente, à agressão do Luisão ao Belluschi. Nada que não seja habitual no mesmo jogador, visto que já é a 3ª agressão do mesmo nos últimos 5 jogos. Talvez já fosse para castigar, por antecipação claro está, o Bellushi por aquele túnel que ele fez ao Aimar antes de rematar para o 3º golo.

Um segundo àparte para referir a situação em que Luisão (começa a ficar apertado para o lugar no céu...) arremessa um objecto (só foi uma bola de golf, não há grandes riscos de magoar quem quer que seja) para alguém do público. Será que um espectador conta como agente desportivo? Senhor Doutor Ricardo Costa, ficamos à espera da sua resposta.



sexta-feira, 30 de abril de 2010

o hulk já se está a preparar para domingo




National News/ZUMA Press
Foto: National News/ZUMA Press



segunda-feira, 29 de março de 2010

post que sendo sobre nada acaba por ser sobre alguma coisa




Enquanto aguardo, com cada vez menos paciência, é certo, que a inspiração, por infusão de vontade divina ao nível da minha consciência ou por manifesto acaso, se assenhore de minha pessoa para de forma magnífica, como é meu habitual ainda que não reconhecido timbre, contribuir com a minha tão enleante como elegante escrita para um melhor bem estar ao nível físico, psíquico e, porque não mas também, social da comunidade, vejo-me constrangido no dilema moral de não vos deixar sem tão, por norma, inestimavelmente cáustico contributo para de vós arredar o violento trauma causado pela vulnerabilidade geral inerente às segundas-feiras. Deste modo convosco hoje partilho pequeno e genial tesouro, não esperando de vós agradecimentos ou louvores mas tão somente que acrediteis que só o vosso bem estar já me conforta e alenta suficientemente ao nível do reconhecimento. Serve também o presente para a todos mostrar que consigo fazer um post de certa forma relacionado com a temática futebol sem que todos ou qualquer um de vós perceba que o que penso é que tudo poderia ter sido tão diferente.






segunda-feira, 22 de março de 2010

per(deu-se) a ùltima oportunidade do jesualdo ganhar uma taça da liga







O fim-de-semana não foi muito profícuo no que concerne à acumulação de recordações para memória futura. Não fosse, neste caso concreto, por exemplo, não sabendo sequer se irei falar de outros, a quantidade de amigos, zelosos, extremamente e até demais, no seu tão pouco habitual irracional papel de pessoas que um dia mais tarde acabam por perceber que o futebol não é causa determinante ou suficientemente substancial para a figura mentecapta que fazem, não com isto querendo ocultar ou fazer passar despercebido o meu cadastro, enorme e directamente proporcional ao número, feliz ou infelizmente, por um lado e por outro claro está, isto para quem perceber aquilo que estou a querer dizer, ou seja, quase ninguém, de títulos que o meu clube já me deu o prazer de festejar, e eu até poderia estar aqui, mal-disposto e após ter aderido, por mecanismo de compensação, infrutífero, numa inútil tentativa de me sentir melhor, a um grupo no facebook intitulado 'Aqueles que Não Querem ir Trabalhar Amanhã', mas o que é certo é que fui, e, já sabendo que ia, não percebo porque é que aderi, mas em todo o caso já teria conseguido reprimir a forma como o Jesualdo Ferreira, com um plantel com o qual, se jogasse contra a equipa de júniores as odd's na Bwin ser-lhe-iam desfavoráveis, dispôs a equipa em campo mostrando ao espaço onde habitam todos os corpos e seres que o objectivo maior do clube para o qual vai exercer actividade laboral até ao final da presente época era deixar o Benfica levar a taça para casa sem nos envergonhar. Só isto (o Benfica ter ganho e o Porto não ter procedido às medidas necessárias para obstá-lo) já seria necessário para prejudicar a vivência passada e restante do meu fim-de-semana mas outras coisas mais se interpuseram entre a minha tão muito estimada pessoa (eu sei que isto é uma inverdade mas ainda não tinha mentido neste post, não que seja normativo e/ou prática habitual mas quem manda aqui sou eu e apeteceu-me) e a felicidade. Mas isso já são outras estórias e quando referi que não sabia se ia falar delas se calhar já sabia. E não falo. Também ninguém quer saber mas eu tenho este mui mau hábito de esquizofrenicamente fingir que por este blogue passa muita gente.






P.S. - Quanto ao Bruno Alves, evidenciada a ilicitude do acto praticado, causando abalo à honra pessoal, a qual me é indiferente, e colectiva, esta sim, deveras importante, só tenho a partilhar convosco que se fosse eu a ter mando não mais aquele energúmeno ostentaria no braço a braçadeira de capitão, símbolo máximo idiossincrático e digno de respeito.



sexta-feira, 12 de março de 2010

que saudades...




Lucho Gonzalez



jesualdo ferreira foi dos primeiros a comprar bilhete





Estreia a 25 de Março de 2010






quinta-feira, 4 de março de 2010

"sapunarulk", elegia pela justiça e proporcionalidade perdidas




Manuel da Costa Andrade


Artigo de opinião de Manuel Costa Andrade, no jornal Público:



1. Positivamente, Hamlet tinha razão: há mesmo mais coisas, muito mais coisas, no céu e na terra do que nós podemos sonhar na nossa filosofia. Quem poderia ter antecipado nas suas locubrações filosóficas a possibilidade de ver um dia o que, entre o espanto e a galhofa, a generosa prodigalidade da Comissão Disciplinar (CD) da Liga Portuguesa de Futebol acaba de nos oferecer? O espectáculo de um Julgador que vem anunciar a sentença, proclamando que a profere e subscreve, embora consciente da sua injustiça e desproporcionalidade. E, por causa disso, inconstitucional, certo como é que o princípio de proporcionalidade configura, por imperativo constitucional, um axioma irredutível de toda a lei, ergo de toda a sentença. Dito noutros termos, a proporcionalidade configura uma dimensão ou categoria transcendental de todo o direito, maxime do direito sancionatório, punitivo e repressivo, que, de forma mais drástica, se projecta em compressão dos direitos fundamentais.

Manifestamente, não é fácil descortinar o que mais admirar nesta CD: se a monstruosidade - por injustiça e desproporcionalidade - da decisão; se o quadro cénico com que foi servida. Com o seu criador a desdobrar-se num arremedo de Jano. Com um rosto banhado de narcisismo e inebriado pela felicidade de mais um momentoso momento de "justiça desportiva"; e, com outro rosto, vestido de amofinada carpideira a riscar o ar com os gritos de quem sente na alma os golpes da injustiça e desproporcionalidade.

Numa primeira observação, importa sublinhar que a injustiça e a desproporcionalidade não decorrem da lei - concretamente do Regulamento Disciplinar da Liga -, devendo levar-se exclusivamente à conta do seu intérprete. Não estão na law in book, resultam da law in action, isto é, são obra do arbítrio de quem lê, treslê e aplica a lei. Em boa verdade, a lei não impõe, sequer sugere, que seguranças privados sejam "intervenientes no jogo": nem faria sentido que o dissesse, já que eles não intervêm no jogo, na diversidade de planos, funções e papéis em que este se desdobra. Os seguranças privados não integram o universo daqueles que contribuem para a densidade agónica própria da competição desportiva no contexto da sociedade moderna, em relação à qual cumpre insupríveis e relevantes funções e serviços: desde uma função de catarse e evasão, até uma função de identidade, coesão e memória comuns. O "interveniente no jogo" mantém uma relação dinâmica de interacção, física ou simbólica, de cumplicidade ou de conflitualidade, com os "outros significantes" do jogo: companheiros de equipa, adversários, árbitro, treinador, banco, etc. No mais generoso dos limites, pode falar-se de interacção simbólica com o público e, sobretudo, com as "claques".

O catálogo poderia alongar-se. Mas será forçoso parar. E parar a partir do momento em que, à margem de toda a dúvida, deixa de subsistir aquela teia de relação e interacção. Como sucede com os seguranças privados de um clube. Que, no contexto do jogo, não interagem nem física nem simbolicamente com os outros "intervenientes". Em definitivo, eles não pertencem - nem como protagonistas, nem como actores secundários, nem sequer como figurantes anónimos - ao drama do jogo, a que são inteiramente alheios. Pela mesma razão que os seguranças do hospital não são "intervenientes no acto médico"; como os seguranças da CD (se os há) não são - sorte a deles! - "intervenientes nos seus desvarios justiceiros".

Sendo claro que a lei não impõe a classificação dos seguranças como "intervenientes no jogo", quid inde se, apesar de tudo, a mesma lei deixasse subsistir alguma sombra de dúvida? Ela só poderia ser superada a favor da interpretação mais restritiva, a única consonante com a justiça e a proporcionalidade. Isto, em consonância com os desígnios de fundo da própria Constituição em matéria de processos sancionatórios. Mesmo que para tanto fosse indispensável lançar mão de mecanismos de interpretação e aplicação restritivas da lei. Para lograr uma interpretação consonante com as exigências de proporcionalidade.

Não é no quadro normativo, global e sistematicamente considerado, ao dispor da CD, que radicam as razões da injustiça e da desproporcionalidade. Também não podem buscar-se em limitações ou deficiências de cariz intelectual da mesma CD, certo como é que ela não deixa de representar, anunciar e denunciar a injustiça e a desproporcionalidade. Só podem imputar-se a deficiências ou vícios da vontade. A CD decidiu assim porque quis. Sabia que proferia uma decisão injusta e desproporcionada, e foi isso que dolosamente fez.

Podia ao menos poupar a cena lastimável daquele espectáculo de derramar lágrimas de proporcionalidade sobre a desproporcionalidade da sua criatura. Depois de tripudiar sobre a lei e as virtualidades de justiça e de proporcionalidade que a mesma lei alberga na sua letra, no seu espírito, no seu sistema e no seu horizonte constitucional, restava o gesto digno de ser autêntica e crescidinha. E querer o que verdadeiramente queria. Silenciando os indecorosos clamores de carpideira menor.

Um silêncio que teria uma vantagem inestimável. Não acordaria o panglóssico presidente da Liga do seu sonho de acreditar que deixa atrás de si um futebol credibilizado. Um dia esse sonho há-de converter-se em pesadelo. Será no dia em que as intempéries vindas dos tribunais desabarem sobre as primícias acrisoladas da credibilização devidas à sua CD. Até lá, há direito ao sonho. De mais a mais, quando o pesadelo chegar, já lá estarão outros a enfrentá-lo.

Professor da Fac. de Direito de Coimbra, sócio da Académica e simpatizante do FC Porto



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

sem comentários




(Cliquem na imagem para mais informação)




às 15h31 pode ser sr. luís? quê? não, não tou interessado em comprar pneus? pronto, eu compro...







Segundo a Rádio Renascença "a Comissão Disciplinar da Liga (CD) marcou uma conferência de imprensa, na sede da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, para as 15h30, desta tarde. Há a expectativa de ouvir o esclarecimento de Ricardo Costa, presidente da CD, sobre a suspensão imposta a Hulk, jogador do FC Porto. Um esclarecimento que tem vindo a ser solicitado pelo FC Porto, pelo Sindicato de Jogadores, pelos representantes de Hulk e por vários dos actores do futebol português. Passaram já dois meses desde a decisão da CD e a morosidade de processo tem perturbado o normal funcionamento das competições nacionais.”

Aposto que Ricardo Costa vai começar a sua intervenção só às 15h31. Só mesmo pra meter nojo. A não ser que Luís Filipe Vieira lhe dê indicações em contrário...



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

todos menos o benfica







De jogo em jogo lá vai o nosso campeonato continuando. Um pénalti não marcado aqui, um golo mal anulado acolá, jogadores impedidos de jogar há onze jogos, dualidade de critérios, parcialidade nos castigos e sempre com um denominador comum: a obrigação de o Benfica ser campeão esta época.

Enquanto fôr matematicamente possível o Porto irá continuar a lutar. Contra tudo e contra todos. Nada a que não estejamos habituados. É um facto: é histórica e estatisticamente impossível ganhar sempre. Mas custa não ganhar nestas circunstâncias. Custa sentir que as armas não são iguais para todos. Jogo após jogo o Porto tem que lutar não só contra o adversário dentro de campo mas contra todo um sistema. Um sistema ardiloso, tentacular e, cada vez mais, sem pudor nem vergonha: é imperioso o Benfica ser campeão.

Sei que ainda é matematicamente possível. Mas sei também que o que se tem passado é para se manter, ou piorar ainda mais. Por isso mesmo, desde o fim-de-semana passado, pousei o cachecol azul e branco e peguei num com as cores inimigas mas com outros dizeres: S.C. Braga.






quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

até parece que foi há meia dúzia de dias que assinou pelo porto não parece?




«O mais importante foi termos ganho e termos passado à fase seguinte. Sabíamos que ia ser um jogo complicado, mas entrámos muito bem, fizemos noventa minutos bons e conseguimos um excelente resultado. Como explico o resultado? Fizemos um jogo à F.C. Porto. Simplesmente isso. Toda a gente esteve bem, toda a gente cumpriu o que o treinador pediu, e assim é fácil. Sempre esperei ambientar-me rapidamente. Sempre disse que era mais fácil jogar num grande do que num pequeno Se eu sou o responsável pelo crescimento do F.C. Porto? Não, salvadores são os onze que jogaram, os três que entraram e o resto do pessoal que ficou de fora. O F.C. Porto vale pelo conjunto, não é só o Ruben Micael que joga.»

Declarações de Ruben Micael no final do jogo contra o Sporting.



Este miúdo vai dar que falar. Olhem para aquilo que eu vos digo.

Relacionado: cliquem aqui



de barriga cheia








domingo, 31 de janeiro de 2010

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

a arte do futebol, por pinto da costa




O blogue lagarto Cantinho do Morais disserta sobre aquilo que considera uma estratégia elaborada e premeditada de Pinto da Costa em diversas frentes.

Dá para notar o tom de admiração e de inveja (no bom sentido) por parte do responsável do texto.

Vale a pena ler:


Mais que reforçar o seu exército, a arte está em enfraquecer o inimigo


O Padrinho? Então não era o Papa?



O Presidente do F.C.Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, num espaço de duas semanas consegue neutralizar quatro projectos de mercado (aquisições, trocas e vendas) do Sporting Clube de Portugal. Com uma visão experiente, Pinto da Costa move as suas influências e consegue enfraquecer o Sporting (o adversário histórico e desportivo dos últimos 5 anos) quer a nivel desportivo quer a nivel financeiro.
As suas quatro acções estão centradas em 3 jogadores: Rodriguez, Ruben Micael e Miguel Veloso. Mas, para tais acções surtirem efeito, colocou-se em campo mais 3 jogadores: Postiga, Bollati e Renteria.

Vejamos:
- A visão nova que vigora em Alvalade de se contratar jogadores que sabem jogar futebol, leva o Sporting a querer um central. O alvo é Rodriguez, do Braga. O negócio pode-se realizar, com um jogador incluído no negócio, o Hélder Postiga.
1ª acção de Pinto da Costa: vendo que o Braga pode abdicar de um bom jogador (e aqui nem está inserida a hipótese de o Porto querer Rodriguez; falemos só de factos mais concretos) em troca de uma verba inferior à cláusula de Rodriguez mais um jogador (um avançado, como Domingos queria), Pinto da Costa antecipa-se ao negócio e coloca um avançado no Braga, o Renteria. Desta forma, o trunfo negocial (Postiga) que o Sporting tinha cai por terra. Ficando o Braga sem necessidade de ter um avançado, na mesa de negociações, torna a ficar a cláusula de rescisão de Rodriguez, como valor de referência. Além dos danos desportivos que acarreta esta situação, pois Rodriguez é um excelente jogador, há os danos financeiros perdidos de duas maneiras: permanece em Alvalade o Postiga, jogador esse que aufere um volumoso salário e jogador esse pelo qual o Sporting terá que reembolsar o Porto quando se desfizer dele, por determinada verba (2ª acção de Pinto da Costa). O Sporting não se livra de Postiga, mantém-no sobre alçada do Porto e fica sem Rodriguez. A outra forma de se enfraquecer financeiramente era pagar o que o Braga queria por Rodriguez. O Sporting sempre a perder com uma simples colocação de um "excedente" portista num plantel candidato ao título.

- 3ª acção de Pinto da Costa: colocação de Bollati (jogador com um valor comercial superior ao valor desportivo) na Fiorentina. O conjunto italiano, enamorado por Veloso (superior tecnicamente e em termos monetários) vê no argentino uma alternativa mais barata e cómoda, colocando um eventual negócio com o Sporting para trás. Pinto da Costa encaixa um bom dinheiro por um dos jogadores, livra-se de um excedentário que se consegue substituir no mercado nacional (Celestino; Castro) e evita que o Sporting alcance um bom (e imprescindível) encaixe financeiro com Veloso, deixando este à mercê de equipas menos valiosas e afortunadas monetariamente. Não vendendo Veloso pelo dinheiro desejado o Sporting terá que tentar vender um outro activo de maior preponderância por um valor abaixo do real.

- 4ª acção - O F.C.Porto reforça o seu plantel com um maravilhoso jogador português de seu nome Ruben Micael. A mesma situação que a verificada com Rodriguez. O Sporting fica enfraquecido por não contratar este jogador (com a venda de Moutinho, Veloso e Izmailov, este jogador, na próxima época seria ouro em Alvalade. Embora a sua presença se fizesse notar já nesta época) e vê um adversário reforçar o seu plantel. Mas, neste caso, a "machada" maior que Pinto da Costa dá ao Sporting é o corte na ilusão e esperança que foi sendo alimentada na cabeça dos adeptos e sócios leoninos ao longo da "novela Ruben Micael". Este jogador, na mente dos adeptos já era nosso. Ao fugir (e para o Porto) mata muitas das esperanças e enfraquece uma direcção (que embora nunca tenha assumido o interesse no jogador) será sempre conotada como "enganada, anjinha e incompetente" por ter deixado vender esta ilusão que se torna numa desilusão.

O Porto (Pinto da Costa, entenda-se) é isto. E é isto que também faz o Porto ser o melhor (não o maior) clube português dos últimos 20 anos. É também isto que faz os clubes nacionais ficarem "presos" ao Porto, pois as necessidades que têm só são preenchidas pelo Porto. Há um "compromisso" de Dar e Receber que coloca os mais fracos órfãos de um Clube, de um Presidente que move influências por todo o lado. O Futebol Português é este senhor. Um dia que morra (e isso irá acontecer, pois mesmo Papa não se pode iludir) o Futebol Português jamais será o mesmo. Para uns será pior mas para outros, bem melhor...


ps: a importância de Ruben Micael no plantel do Sporting nem sequer tem discussão. Jogadores destes têm sempre lugar no Sporting. Se fizesse o resto da temporada connosco as saídas de Veloso, Moutinho ou Izmailov não seriam tão difíceis de colmatar. O futebol iria melhorar e, por consequência, os resultados desportivos também. Não é por uma questão de "necessidade", é porque é Bom. E isso não se deve nunca recusar. Além de que irá jogar contra nós pelo menos mais uma vez (e pode ser 3) esta época. E aí, os sócios leoninos vão aplaudi-lo?

por Cantinho do Morais em 17:00



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