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sexta-feira, 18 de junho de 2010

genialmente acabei por descobrir que, portanto, se querem que o vosso filho venha a dar craque da bola é só darem-lhe somatropina junto com o cerelac




O melhor jogador do mundo


Nem Cruijff nem Ronaldinho. E nem Maradona. Para os adeptos do Barça a oitava maravilha é Messi. Eis uma história, uma lição de vida, que encanta Camp Nou.



É uma desforra bem pessoal, a história do menino austista aos 8 anos, anão aos 13, que via o mundo a 1,10 metros do solo. É esse mesmo, Lionel Messi, que botou corpo à base de tratamentos hormonais e que, 59 centímetros depois, encanta o mundo do futebol, naquele jeito singularíssimo de conduzir a bola colada ao genial pé esquerdo, como se o couro redondo fosse um mano siamês, uma mera extensão corporal, um órgão vital, inseparável. E Barcelona rende-se ao talento de "La Pulga". E os adversários caem aos pés de um talento puro e raro.
E por muito talento que tivesse para jogar à bola, estaria o rapaz consciente do destino glorioso que lhe estava reservado?
O miúdo de 16 anos que vestiu pela primeira vez a camisola da equipa principal do Barcelona num jogo com o F. C. Porto, a 16 de Novembro de 2003, na inauguração do Estádio do Dragão, o Lionel Messi que agora caminha sobre a água, é ainda o mesmo menino que sobrevoou o Atlântico, em 2000, para se curar de uma patologia hormonal. Lá na Argentina, na Rosário natal, os prognósticos médicos eram arrasadores: sem tratamento eficaz contra o nanismo, Lionel chegaria à idade adulta com 1,50 metros, no máximo.
Os diagnósticos alarmaram os Messi. E o custo dos curativos também: mil euros mensais, ou seja, quatro meses de rendimentos da família de La Heras, um bairro pobre de Rosário. Mas o pai de Lionel não se resignou. Sabia que o filho, pequeno no corpo, era gigante no talento. E não aceitou a fatalidade. Nessa altura, o prodígio de dez anos despontava no Newells Boys, fintando meninos com o dobro do tamanho e marcando golos atrás de golos. O pai sugeriu ao clube que pagasse os tratamentos de Lionel. A resposta foi negativa. E o mesmo sucedeu quando os Messi foram bater à porta do grande River Plate.
Na adversidade, a família Messi teve mais força, com a ajuda de uma tia de Lionel, emigrada na Catalunha. E foi assim, em 2000, ainda antes de completar 13 anos, que Lionel e os pais viajaram até Lérida. Dias depois, o pequeno prodígio foi fazer testes ao Barcelona... E com a bola quase a dar-lhe pelos joelhos, aquela habilidade enorme logo maravilhou os treinadores do Barça.
Carles Rexach, director do centro de formação do Barcelona, ficou maravilhado com o prodigiozinho argentino. Ao cabo de dois treinos, não hesitou e logo tratou de arranjar contrato. E ficou espantado com a proposta do pai do craque: o Barça só tinha de lhe pagar os tratamentos que os médicos argentinos sugeriam. Foi dito e feito.
Durante 42 meses, Lionel levou, todos os dias, injecções de somatropina, hormona de crescimento inscrita na tabela de produtos proibidos pela Agência Mundial Antidopagem e só autorizada para fins terapêuticos. Em 2003, a milagrosa hormona fizera de Lionel o que ele é hoje, um rapagão de... 1,69 metros!
No Verão de 2004, acabadinho de fazer 17 anos, e já com contrato profissional, entrou para a equipa B do Barça. Mas fez só cinco jogos, porque aquele enorme talento não cabia no "Miniestadi". Reclamava palcos maiores. E rapidamente começou a jogar no Camp Nou, na equipa principal. A 16 de Outubro de 2004, o prodígio fez a grande estreia na liga espanhola, num dérbi com o Espanhol. A 1 de Maio de 2005 entrou para a história do Barça: marcou ao Albacete e tornou-se no mais jovem jogador a marcar um golo pelo Barcelona. Aos 17 anos, dez meses e sete dias, começou a lenda.
Cinco anos depois, Messi teve a consagração absoluta. Foi eleito Melhor Jogador do Mundo de 2009, após uma época de sonho, concluída com um feito inédito do Barça "de las seis copas": campeão de Espanha, da Taça do Rei, da Supertaça Espanhola, da Supertça Europeia, da Liga dos Campeões, do Mundial de Clubes. Ufff!!!
O craque que o Barça contratou pelo custo da terapia de crescimento é, hoje, a maior jóia do futebol mundial, segurada por uma cláusula de rescisão de... 250 milhões de euros!!! E é, também, o mais bem pago de todos: o menino pobre do bairro de la Heras é, agora, multimilionário, vencendo qualquer coisa como... 33 milhões de euros anuais em salários e publicidade. Nem em contos...
Lionel Andrés Messi
22 anos (24/06/1987)
Nacionalidade: Argentina
Palmarés: campeão espanha (2005, 2006, 2009), taça do rei (2009); supertaça espanha (2005, 2006, 2009); liga dos campeões (2006, 2009); supertaça europeia (2009); mundial de clubes (2009).

(Texto retirado daqui)



sexta-feira, 28 de maio de 2010

fazer da música uma epopeia





Dicionário Priberam da Língua Portuguesa


Epopeia:


s. f.

1. Poema que tem por assunto acções ou acontecimentos grandiosos
2. Fig. Série de grandes acontecimentos







quarta-feira, 26 de maio de 2010

esmagado pelo peso da vontade





Ignorando o risco da vulgaridade e não que tenha sido por apetite, desejo, vontade ou impulso, mas tão somente porque sim, hoje inicio o post com algo que poderá ser visto como um clichê: efectivamente há momentos na vida duma pessoa em que somos como que acometidos por algo que se revela superior a nós. Hoje presenciei esse acontecimento relativamente à minha pessoa aquando da visualização de alguns vídeos demonstrativos do Krav Maga, um tipo de luta onde a única regra é não haver regras. Ainda estou a tentar perceber se aquilo que sinto está relacionado com algo que me irá impelir a direccionar-me no sentido de vir a praticar aquilo. Para já, acabando com outro clichê, foi amor à primeira vista.






terça-feira, 25 de maio de 2010

sexta-feira, 21 de maio de 2010

michael emerson, sem ele definitivamente não era a mesma coisa







Para aqueles que estejam interessados em ter à mão um exemplo prático daquilo que é interpretar basta proceder à visualização da cena que ocorre a partir do minuto 34, mais coisa menos coisa, do episódio 7 da última temporada da série Lost. Para aqueles que nunca viram a série mas ainda assim queiram arriscar, para também eles se deleitarem com os 3 minutos subsequentes ao tal minuto 34, mais coisa menos coisa, que não se arroguem no direito de afirmar que eu não os quis fazer saber de que, para total entendimento do quão marcante a dita cena é, teriam que a contextualizar procedendo àquilo que no início pode parecer tarefa de longa delonga (não, não é erro na construção da frase) mas que se virá a revelar uma das melhores decisões de toda a vossa vida: exercer o sentido da vista, assim como de todos os outros, sobre toda a série desde o primeio episódio da primeira temporada. Vejam o quanto toda uma personagem se constrói e preenche para chegar ali, àquele preciso ponto onde um actor mostra ao mundo o quão é talentoso.



a melhor publicidade desportiva que alguma vez tive a oportunidade de ver








quinta-feira, 20 de maio de 2010

uma forma de ver o quanto o mundo evoluiu em 5 anos








quarta-feira, 19 de maio de 2010

infinitos fragmentos em encaixe perfeito




Lost title=


Muito dificilmente, no que diz respeito à minha pessoa, que é o que efectivamente interessa, alguma vez alguém, nascido ou por nascer, conseguirá reunir, qualitativamente e quantitativamente, suficientes competências, humanas, claro está, a ponto de conseguir vir a criar um argumento que supere as deambulações sinuosas e labirínticas da série Lost, cujos infinitos fragmentos, que nos vão paulatinamente fazendo chegar, vão-se agrupando, de modo sustentado e inigualavelmente coerente, em encaixe perfeito.



quinta-feira, 6 de maio de 2010

o jazz vanguardista e experimental de john zorn








quarta-feira, 5 de maio de 2010

simplesmente... genial




Fiquei atónito quando ouvi isto. Para além de atónito fiquei pleonasticamente estupefacto. Sinto-me assim como que deveras corroído emocionalmente, com consequentes sequelas óbvias ao nível da minha saúde, isto entendendo-se saúde como bem estar ao nível físico, psicológico e social, por só hoje e não mais cedo, também podia ter sido mais tarde, ou mesmo nunca, claro está, mas nem quero pensar nisso, deus me livre, me ter deparado com tal espécime exemplificativo da perfeição, neste caso no que diz respeito particularmente à música. Não receeis deixar-vos arrebatar pelo poder magnético das sonoridades vanguardistas. Não tenhais medo de deixar a música descobrir o seu caminho até à parte do vosso cérebro responsável por todas as vossas sensações. E depois... o êxtase!








terça-feira, 4 de maio de 2010

a natureza em números






Via ContraFactos & Argumentos



quinta-feira, 29 de abril de 2010

vídeo relativo à temática do post anterior e para quem não tem tempo e/ou pachorra e também para aqueles a quem ler provoca urticária








como a história se viu obrigada a voltar atrás




Lionel Messi faz uma penetração quando um seu colega lhe coloca a bola nos pés. Esta reconheceu logo o trato diferente que só Messi lhe dá e, deixando-se levar, logo ali se formou uma aliança. Como só com ele. Como só entre eles. Messi não se esconde e assume o jogo. Dá-lhe outra dimensão. Todos - no estádio, em casa, nos cafés - foram invadidos por algo estranho, talvez uma sensação de que algo sublime dali ia sair. Messi desvia do primeiro, evita o segundo e, chegado à entrada da grande área, em zona frontal, dispara. O mundo como que pára. Tudo está reunido para que aquela bola disparada com o seu pé esquerdo, aquele que foi tocado pela mão de Deus, só pare no fundo da baliza. E até merecia ir. Tudo o que Messi faz merece ter um fim excelso. Mas o mesmo Deus faz de Júlio César seu anjo voador. E a história faz um retrocesso para apagar o que já escrito estava. Vale-nos que que para todo o sempre ficará a memória de uma das melhores defesas que algum guarda-redes fez.












sexta-feira, 23 de abril de 2010

queria ver o joão garcia a alpinar ali




NASA/Associated Press
Foto: NASA/Associated Press


Segundo os peritos da NASA aquela espécie de explosão que se pode ver na fotografia que, mais uma vez, expus de forma tão magnífica e soberba, é uma erupção solar que atingiu nada mais nada menos que 804,5 mil km de altura. Sendo uma das maiores erupções (fenómeno muito regular na superfície solar, segundo os mesmos peritos) jamais captadas foi registada por câmaras ultravioletas do observatório Stereo, responsável pela monitorização do Sol. Os que já estão satisfeitos com a informação até aqui partilhada podem voltar a olhar para a fotografia ou voltarem a fazer aquilo que estavam a fazer antes de aqui passarem. Os que continuarem a ler este post até ao fim ficam a saber que as erupções solares são causadas pela instabilidade da nuvem de plasma frio que recobre a estrela presa por forças magnéticas. Não me peçam é para explicar isto porque isso já é demais.



despoletando emoções através da arte




Sublime fenómeno esse, tal como outros, felizmente, o de conseguir rasgar o marasmo dominante despoletando sensações e emoções nas pessoas. Nem em todas se manifesta com ímpeto, por certo, mas ainda assim lançando pedradas nos charcos da indiferença, estado apático daquelas pessoas a quem tão pouco importa uma coisa como o contrário dela.

O fotógrafo italiano Federico Erra, demonstrando grande acuidade e delicadeza com a sua câmara fotográfica, faculdades que o tornam apto a evidenciar, com rara e extrema sensibilidade, a arte de fixar representações das ideias que tem sobre as pessoas e tudo o que as rodeia, é uma daquelas pessoas que consegue, duma forma ou doutra, definir de forma prática a ideia que tem da beleza e da perfeição.


Azul, de Federico Erra
Foto: Azul

Polp, de Federico Erra
Foto: Polp

Park, de Federico Erra
Foto: Park



quarta-feira, 31 de março de 2010

visita virtual à capela sistina







Na medida em que constato uma vez mais que é ainda possível ser-se surpreendido com a casualidade, venho convosco partilhar, hoje e sempre, por certo, da forma mais altruísta possível, aquilo que encontrei numa das minhas deambulações ao nível, digamos, blogosférico. Se procederem à respectiva acção que consiste em clicar sobre o link que de forma tão magnífica e estruturada aqui vos deixo, não sem antes vos aconselhar cautela na abordagem para não correrem riscos de se sentirem inebriados com tamanho turbilhão de emoções, irão poder saciar diversos dos vossos sentidos com a visita virtual que o site do Vaticano disponibiliza à Capela Sistina.



sexta-feira, 26 de março de 2010

grupo coral.. virtual




Um dia, estou em crer, Eric Whitacre, compositor e maestro, terá acordado e no espaço de tempo mais curto depois disso ter-se-à lembrado de fazer algo diferente de tudo aquilo que já tinha feito. Vai daí, através do seu blogue solicitou, a quem estivesse interessado, claro está (tenho que vos explicar tudo), a participação das pessoas para dar corpo a um grupo coral. Aqueles que até aqui não se conseguiram apossar do sentido e da relevância daquilo que estou a escrever com toda a certeza irão estar de acordo com o propósito deste post quando se aperceberem que o grupo coral a que tão magnânima e magnificamente me refiro é um grupo coral on-line.

Muitas pessoas aderiram à solicitação do inovador Eric Whitacre e, no final, 250 vídeos foram publicados no Youtube, com cada pessoa cantando individualmente (ou se nasce com isto ou não ó Abrunhosa) 'Lux Arumque', composição do próprio Whitacre. Consequentemente, foi dado corpo à obra idealizada e, não mais dizendo para não estragar a surpresa, o resultado final é este.






quarta-feira, 24 de março de 2010

já vi piercings estranhos, mas este...




CEN


Fantástica a história de Xiao Wei, de 16 anos, que chegou a cambalear ao hospital com uma faca de 24 cm espetada no cérebro. O dito objecto, bem afiado por sinal, surgiu na cabeça de Wei pela mão de um dos elementos do gangue que estaria a tentar fazer batota no cyber-café onde Wei exercia actividade laboral.

A combinação de circunstâncias que influíram de modo inelutável no desenvolvimento do sucedido permitiu que Xiao Wei tivesse sobrevivido ao acto perpetrado, por elementos de claques benfiquistas aposto, assim como à remoção cirúrgica do objecto, não invalidando, porém, que não venha a padecer de danos cerebrais no futuro.



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