Mais uma gota no oceano blogosférico, esta das que remam contra ventos e marés. Córtex Frontal é o novo blogue de Joana Amaral Dias e José Medeiros Ferreira que nos mostram que têm muito a dizer e que vão dar muito que falar e que o politicamente correcto não mora lá.
Quanto mais volto atrás no tempo e quanto mais vezes revejo imagens como estas mais me convenço que Ronaldo terá sido o melhor jogador que alguma vez vi jogar.
Tenho sorte de ser da geração que pôde, e pode ainda, ver Zidane, Figo, Ronaldinho, Cristiano, Messi...
Sou do tempo de ver, ainda, o Deus Maradona. Plattini. Zico. Romário. Stoichkov...
Mas Ronaldo... Tinha qualquer coisa. Incrível a mescla de potência, força, velocidade, técnica, precisão de remate. A soma de diversas partes para fazer um todo. Um todo magnífico.
Ainda hoje, quando revejo estas e outras imagens, fico sem palavras. Sempre surpreendido.
Acima de tudo uma imensa alegria por poder ter visto um jogador tão acima de todos os outroas mas também uma imensa tristeza, e muita raiva, de ter visto Ronaldo tombar tantas vezes por lesões que o roubaram ao lugar mais alto de todos.
Já a guerra durava há 3 anos quando Miep Gies decidiu ajudar o seu patrão, Otto Frank, a esconder a sua família.
Enquanto Otto Frank, a sua família e mais quatro pessoas se escondiam dentro de uma anexo secreto em Amesterdão, com medo de serem descobertos, Miep levava-lhes comida, livros e outros objectos indispensáveis. Isto durou dois anos...
Depois de levarem Anne Frank e todos os outros que se escondiam, Miep Gies descobriu os manuscritos da jovem e conservou-os. No final da guerra entregou-os a Otto Frank, único sobrevivente do clã.
Miep Gies nasceu a 15 de Fevereiro de 1909. Morreu na passada segunda-feira com 100 anos. Uma idade linda de quem ficará na história.
Após a chegada de Roberto Mancini o Manchester City já vai na quarta vitória consecutiva, aproximando-se dos lugares cimeiros ocupando actualmente a 4ª posição, a 7 pontos do líder Chelsea.
Ontem goloeu o Blackburn Rovers por 4-1 com um hat-trick de Carlos Tevez e um golo soberbo de um jogador que mais dia menos dia se vai afirmar no panorama futebolístico e tornar-se um jogador de classe mundial: Micah Richards.
O defesa direito/central de 21 anos decidiu explodir esta época e dar razão áqueles que desde sempre viram nele grande futuro (José Mourinho chegou a pedi-lo a Abramovich). Uma grande arrancada dum grande, grande jogador.
Sei que nos últimos tempos pouco mais tenho feito do que despejar para aqui coisas novas que vou conhecendo no ramo musical. Falta de tempo e de inspiração ditam lei actualmente. Um dia destes estarei aí cheio de força. Entretanto gramem com aquilo de que gosto musicalmente.
Um pequeno apêndice só mesmo para dizer que acho que já chega de o Benfica ser levado ao colo. Um dia destes falo disto com mais ênfase e dedicação. Oh se falo...
A experiência histórica dos regimes democráticos demonstra-nos que, em épocas de crise, a luta política tende a instrumentalizar todas as instâncias da vida pública, nomeadamente as instituições cujo funcionamento não assenta em valores especificamente democráticos. Isso aconteceu na história recente da nossa democracia em que a Igreja e as Forças Armadas estiveram no centro da luta partidária, mas sobretudo recorda-nos a experiência democrática da primeira República, com as consequências de todos conhecidas.
Actualmente, a luta política centra-se em torno da Justiça - essa instituição que transitou incólume do Estado Novo para o regime democrático nascido do 25 de Abril. Uma parte significativa do debate político-partidário faz-se à volta da justiça, não com o objectivo de a modernizar, mas antes visando instrumentalizá-la e transformá-la numa arma de arremesso pela conquista do poder. Isso tem consequências nefastas para ambas as instâncias da vida democrática.
Por um lado, o debate público empobrece, já que deixa de se processar em torno das questões políticas para privilegiar os processos judiciais. E quando o debate político é pobre a democracia é frágil. Por outro lado, a justiça, sobretudo a justiça penal, deixa de ser administrada segundo os seus princípios específicos, que mais não são do que emanações dos valores superiores do estado de direito, e passa a ser actuada segundo as conveniências e os interesses políticos dos magistrados.
Aquilo a que, hoje, se assiste, em Portugal, é a um debate político «fulanizado», centrado predominantemente em torno de processos judiciais, dos quais cada partido pretende retirar os maiores dividendos possíveis.
Infelizmente, não tem havido da parte dos magistrados as atitudes necessárias para obstar àquela instrumentalização. Pelo contrário, há sinais claros de que muitos deles utilizam os seus poderes e prerrogativas funcionais para intervir na luta política, municiando-a com decisões decorrentes das opções ideológicas individuais de cada um ou então segundo os interesses políticos da corporação no seu conjunto. E quando olhamos as constantes intervenções públicas abertamente políticas de alguns magistrados contra (os titulares de) outros poderes do estado, teremos então o modelo acabado de como não deve ser a justiça num estado de direito democrático.
Não nos podemos esquecer de que os magistrados são homens e mulheres como quaisquer outros e, por isso, a judicialização da política terá sempre como consequência a politização e partidarização da justiça. Essa evidência tem consequências devastadoras para a credibilidade dos tribunais, pois é legítimo o receio de que muitas das suas decisões se baseiem mais em valorações político-ideológicas do que nos valores intrínsecos do direito e da justiça. Tal degenerescência leva, não raramente, ao chamado justicialismo político e ao fanatismo social, já que a política assenta numa ética de convicção que conduz quase sempre ao sectarismo e à fanatização das consciências.
Misturado com a política, o direito, sobretudo o direito penal, já não se realiza através da justiça mas sim através de uma espécie de vingança social. A justiça já não se alcança pelas decisões justas (adequadas e proporcionais à culpa e à gravidade) dos ilícitos imputados mas sim pela execração pública dos arguidos. Com inquietante frequência, vemos multidões à porta dos tribunais prontas para «justiçar» meros suspeitos e, pior do que isso, aí estão as turbas igualmente fanáticas nos órgãos de informação e na blogosfera a cometer verdadeiros assassínios de carácter sobre pessoas indefesas, muitas delas inocentes ou, pelo menos, em relação às quais não foi sequer formulado um veredicto de culpabilidade.
Por tudo isso, convém recordar que o estado de direito democrático só será democrático se for de direito e só será de direito se os princípios que regem o funcionamento da Justiça não forem derrogados pelas conveniências da luta político-partidária. n
Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor de arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido (mal vivido ou talvez sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser, novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?). Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar de arrependido pelas besteiras consumadas nem parvamente acreditar que por decreto da esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver. Para ganhar um ano-novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.
Everything is more complicated than you think. You only see a tenth of what is true. There are a million little strings attached to every choice you make. You can destroy your life every time you choose. But maybe you won't know for 20 years and you may never, ever trace it to its source. And you only get one chance to play it out. Just try and figure out your own divorce. And they say there is no fate, but there is, it's what you create. And even though the world goes on for eons and eons you are only here for a fraction of a fraction of a second. Most of your time is spent being dead or not yet born. But while alive, you wait in vain wasting years for a phone call or a letter or a look from someone or something to make it all right. And it never comes, or it seems to, but it doesn't really. So you spend your time in vague regret or vaguer hope that something good will come along. Something to make you feel connected. Something to make you feel whole. Something to make you feel loved. And the truth is, I feel so angry. And the truth is, I feel so fucking sad. And the truth is, I've felt so fucking hurt for so fucking long. And for just as long, I've been pretending I'm okay just to get along, just for... I don't know why. Maybe because no one wants to hear about my misery because they have their own. Well, fuck everybody. Amen.